O governador do Amazonas, Roberto Cidade, classificou como irresponsável a decisão do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas de suspender a concessão de novos créditos do Passe Livre Estudantil para alunos da rede estadual. A medida foi anunciada em 2 de novembro de 2026 por meio de uma plataforma digital de transporte. Este é o segundo impasse envolvendo o governo estadual e as concessionárias no ano de 2026.
Segundo a entidade sindical, a suspensão ocorreu devido a pendências financeiras por parte do governo referentes ao ano de 2025, sustentando que as empresas não possuem condições de fornecer novos créditos sem o recebimento dos valores correspondentes. Por outro lado, o governador afirmou que a administração estadual mantém os repasses mensais rigorosamente em dia, totalizando R$ 27 milhões pagos ao sindicato somente em 2026, com o depósito mais recente realizado em 23 de outubro no valor de R$ 3 milhões.
O governador declarou que o débito cobrado pelas empresas referente ao ano anterior é contestado judicialmente e que o governo questiona os valores previstos em um contrato anterior. A suspensão dos créditos ocorre após uma audiência de conciliação realizada em 26 de outubro de 2026 no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, que terminou sem acordo. Conforme informado pelo sindicato, os créditos já disponíveis nos cartões dos estudantes permanecem válidos para utilização.
Roberto Cidade afirmou ainda que o governo pretende recorrer à Justiça para questionar a suspensão do benefício e dialogar com os envolvidos, acusando o sindicato de utilizar a situação para causar transtornos aos estudantes. Em manifestação apresentada à Justiça, o Governo do Amazonas sustentou que um eventual ressarcimento financeiro às empresas dependeria de decisão judicial definitiva sob o regime de precatórios, entendimento contestado pelas concessionárias.
Texto: Redação
Imagem: Divulgação












