O seminário Custo Amazônico, realizado em parceria com órgãos de controle federais e estaduais, concentrou os debates da última quinta-feira, 29 de outubro, na análise de custos para o transporte fluvial e a implementação de infraestrutura educacional em áreas remotas. O evento buscou discutir a adequação de orçamentos e projetos técnicos às particularidades logísticas da Amazônia.
Durante as apresentações técnicas, foram abordadas metodologias para o cálculo de preços da construção civil, com destaque para a aplicação de sistemas nacionais de referência. O gerente executivo do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, Diego de Lira Andrade, e o professor da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia, Ubiraci Espinelli Lemes de Souza, detalharam estudos que consideram variáveis como tempo de deslocamento e operações de carga em embarcações.
O setor de educação também foi tema central das discussões. O diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Márcio Augusto Roma Buzar, apresentou modelos de projetos escolares voltados a comunidades rurais, indígenas e quilombolas, além de tratar sobre estratégias para a retomada de obras paralisadas.
Representando a gestão municipal, o prefeito de Breves, José Antônio Azevedo Leão, expôs as dificuldades enfrentadas devido à dependência exclusiva do transporte fluvial e à ausência de conexões rodoviárias. O evento reforçou a importância de integrar as condições geográficas e territoriais no planejamento de políticas públicas para a região.
Texto: Redação
Imagem: Filipe Jazz












