Manaus encerrou agosto com um volume de chuva acumulado de apenas 2,4 milímetros, bem abaixo da média histórica para o período, que é de 56 milímetros. Esse índice representa uma queda de 97,8% em relação a agosto do ano passado, quando foram registrados 111,8 mm de precipitação.
O baixo volume de chuva faz de agosto de 2026 o mês mais seco na capital amazonense dos últimos seis anos. Nos anos anteriores, o acumulado foi de 17 mm em 2024, 18 mm em 2023 e 36 mm em 2022, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Além da estiagem, Manaus enfrentou temperaturas elevadas durante o mês, com recordes sucessivos de calor chegando a 37,1 °C.
Especialistas atribuem a redução das chuvas na região amazônica ao fenômeno climático El Niño, que altera os padrões e favorece a seca.
Apesar do baixo volume pluviométrico urbano, o nível dos rios da bacia amazônica depende principalmente das chuvas nas cabeceiras e cursos dos afluentes, não apenas das chuvas registradas em Manaus.
Texto: Redação
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