Sobe para 14 o número de vereadores cassados por fraude à cota de gênero no Amazonas
O Amazonas já contabiliza 14 vereadores cassados por fraudes à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. Entre as perdas de mandato recentes estão os vereadores Guegué Gonçalves e Mauca (PT, Alvarães), e Bruno Lima, Raimundo Carneiro (ambos do Republicanos) e Reginaldo Santos (Avante), todos de Iranduba.
As decisões foram tomadas em primeira instância, permitindo que os políticos recorram e mantenham seus cargos até uma decisão colegiada do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
Em Alvarães, a Justiça identificou candidaturas fictícias na Federação Brasil da Esperança, com candidatos que receberam votação irrisória e sem movimentação financeira significativa, configurando fraude à cota de gênero. O juiz Igor Caminha Jorge determinou a cassação dos registros e inelegibilidade de alguns envolvidos por oito anos.
Em Iranduba, ações semelhantes resultaram na cassação de vereadores ligados ao Avante e Republicanos, com evidências de candidaturas simuladas, ausência de campanha efetiva e debates judiciais em curso.
Em outubro, nove vereadores já haviam sido cassados por irregularidades semelhantes em Caapiranga, Eirunepé, Presidente Figueiredo, Codajás e Manaus.
Nas últimas semanas, o Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou contra recursos movidos por políticos como Elan Alencar, ex-vereador Wallace Oliveira e ex-candidata Joana França, pedindo a manutenção das decisões judiciais.
Fontes internas indicam que Elan Alencar pretende continuar recorrendo para tentar manter suas condições de disputar eleição a deputado estadual em 2026.
Texto: Redação
Imagem: Divulgação




