Com a aproximação do período de seca, municípios do Amazonas, preocupados com o aumento das queimadas, buscam estratégias para impedir que o uso do fogo na limpeza de terrenos se torne descontrolado, como ocorreu em 2023 e 2024, quando o estado registrou recorde histórico de mais de 25 mil focos de calor em um ano.
Anderson Sousa, presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), destacou que a entidade solicitou à Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) iniciativas para que os agricultores adotem métodos alternativos à queimada, preservando o solo de maneira sustentável durante a seca.
Entre as propostas estão:
- Disponibilização de equipamentos como retroescavadeiras, trituradores de madeira e tratores com arado para correção do solo.
- Uso de calcário como substituto do carvão para adubar a terra, evitando a necessidade de queimadas.
Essas medidas fazem parte de projetos apresentados pela AAM à Sudam, que também encaminhou os pedidos ao Ministério da Agricultura. A expectativa é obter uma resposta rápida para implementar as ações antes do início do período seco.
O uso do fogo na limpeza agrícola, apesar de tradicional e eficaz para adubação via carvão, aumenta o risco de grandes queimadas e danos ambientais, especialmente em períodos de seca acentuada.
Texto: Redação
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