Os trabalhadores do transporte coletivo de Manaus decidiram, em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (1º/7), deflagrar greve geral a partir da próxima terça-feira (7). A decisão ocorre em meio a atrasos frequentes no pagamento de salários e benefícios, problema que persiste há meses sem solução definitiva.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviário e Urbano de Manaus e no Amazonas (STTRM), se não houver acordo entre trabalhadores, empresas e poder público até a data prevista, a paralisação comprometerá a circulação dos ônibus, afetando milhares de passageiros dependentes do serviço na capital.
O presidente do STTRM, Givancir Oliveira, afirmou que a categoria resolveu recorrer à greve após diversas tentativas de negociação frustradas. “O trabalhador já cansou de esperar. Existe um processo na 13ª Vara do Trabalho que pode garantir o pagamento dos salários em dia, como determina a lei”, declarou.
### Salários e benefícios atrasados
Além dos salários, benefícios como cesta básica e adiantamento quinzenal também têm sido pagos fora do prazo, prejudicando o orçamento das famílias. Segundo Givancir, as empresas enfrentam falta de repasses do Governo do Amazonas referente ao subsídio do passe estudantil, que somam entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões.
### Impasse na Justiça do Trabalho
Uma Ação Civil Pública tramita na 13ª Vara do Trabalho de Manaus, envolvendo nove empresas do sistema, a Prefeitura de Manaus e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). O juiz Diego Enrique Linares registrou que o sindicato comunicou o não pagamento do adiantamento salarial de 40% do mês de junho e solicitou bloqueio de valores das empresas, além da aplicação de multa diária.
Embora tenha havido um acordo extrajudicial e compromisso de pagamento pela Prefeitura, que adiou a paralisação inicialmente prevista, a categoria manteve o movimento grevista para o dia 7.
### Coletiva e posicionamentos
O STTRM marcou coletiva para esta quarta-feira às 15h na sede do sindicato, para detalhar reivindicações, negociações e a organização da paralisação.
Até o momento, o Governo do Amazonas, Prefeitura de Manaus, IMMU e Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amazonas (Sinetram) não se manifestaram sobre o caso. O espaço segue aberto para posicionamentos.
Texto: Redação
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