Nesta quarta-feira (8), a Polícia Federal (PF) realizou a Operação Recidiva, avançando na investigação de um esquema criminoso que fraudava benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação é um desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, que revelou a inserção de vínculos empregatícios inexistentes em sistemas federais para concessão irregular de benefícios.
Nesta fase, a PF investiga intermediários que recrutavam “clientes” para o esquema e suspeitos que viabilizavam a liberação desses benefícios. Até o momento, o prejuízo identificado com a concessão irregular de 50 benefícios é de cerca de R$ 4,6 milhões.
A operação ocorreu nos estados do Maranhão e Piauí, com apoio da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, do Ministério da Previdência Social e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária nas cidades de São Luís, Barreirinhas e Tutóia (MA) e Parnaíba (PI). No total, 32 policiais federais participaram da ação, que também incluiu a quebra de sigilos bancário e fiscal, arresto de bens e bloqueio de valores dos investigados.
Se as suspeitas forem confirmadas, os envolvidos poderão responder por estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, falsa identidade, inserção de dados falsos em sistemas de informação e lavagem de capitais.
Texto: Redação
Imagem: Divulgação/INSS












