Na sessão em que a Câmara dos Deputados rejeitou a perda de mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), discursos divergentes marcaram o debate. A decisão teve 227 votos a favor da cassação, mas não atingiu os 257 necessários, com 110 contrários e 10 abstenções, resultando no arquivamento da representação da Mesa Diretora contra a parlamentar.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), vice-líder do governo, argumentou que a perda de mandato, em caso de condenação judicial definitiva, deveria ser automática via decisão administrativa do próprio Legislativo e não submetida ao plenário: “Se não fosse uma deputada já condenada, haveria sentido esse debate. Não tem mais, ela está presa”. Já o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu que o plenário não precisaria analisar a cassação, lembrando que a Mesa Diretora poderia declarar a perda automaticamente pela ausência de Zambelli em mais de um terço das sessões em 2025, conforme a Constituição.
No contraponto, a líder da Minoria, Chris Tonietto (PL-RJ), afirmou que cabe à Câmara decidir sobre a cassação e que aplicar a perda de mandato seria perpetuar uma injustiça contra Zambelli.
O debate reflete a complexidade do caso, que envolve condenação definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF), prisão da deputada já na Itália, e questões processuais e políticas que permeiam o rito da cassação parlamentar.
Texto: Redação com informações de Agência Brasil
Imagem: Agência Câmara












