Nível de poluição por plásticos na Amazônia preocupa, aponta estudo da Fiocruz
Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, revelou um nível alarmante de contaminação por plásticos na Amazônia, abrangendo desde macro até nanoplásticos, que afetam ambientes aquáticos, terrestres e a saúde humana, sobretudo de populações vulneráveis.
A pesquisa analisou a literatura científica sobre a presença de plásticos na fauna, flora, sedimentos e águas da região. Segundo o epidemiologista Jesem Orellana, o problema é urgente e requer atenção, especialmente em contexto de discussões internacionais como a COP30 na Amazônia.
A poluição plástica na Amazônia resulta do descarte de lixo por moradores, embarcações e até pelas próprias comunidades ribeirinhas e indígenas, que muitas vezes não dispõem de infraestrutura adequada para coleta de resíduos. Historicamente, os resíduos eram naturais e biodegradáveis, mas hoje predominam garrafas PET e embalagens plásticas, encontradas com frequência nos rios.
O estudo, lançado em setembro, é o primeiro a aplicar um protocolo sistemático para avaliar a contaminação por plásticos em ecossistemas amazônicos. Seus resultados reforçam a necessidade de políticas públicas eficazes para enfrentar esse grave problema ambiental na região e no país.
Texto: Redação
Imagem: Divulgação




