Manejo do pirarucu no Médio Solimões ganha estação de pré-beneficiamento e sistema de rastreio
Na comunidade Santa Luzia do Jussara, no médio Solimões próximo a Fonte Boa (678 km de Manaus), o manejo sustentável do pirarucu, peixe emblemático da Amazônia, fortalece a economia local e preserva a natureza. Pedro de Souza, maneja o pirarucu há nove anos e destaca seu conhecimento tradicional para avaliar tamanho e peso do pescado apenas pelo toque e observação da água.
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, onde está localizada a comunidade, responde por cerca de 80% do pirarucu legalizado consumido no Amazonas. Recentemente, foi inaugurada uma base flutuante para pré-beneficiamento do pescado, onde são retiradas as vísceras, feitas a pesagem e medição. O projeto contou com recursos da Lei de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I) da Zona Franca de Manaus, por meio da empresa Positivo, destacando o compromisso social e ambiental da iniciativa.
Idealizada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), a iniciativa inclui ainda um sistema digital de rastreabilidade, o aplicativo Gygas, que permite aos manejadores cadastrar os peixes com identificações fornecidas pelo Ibama, garantindo comprovação da pesca legal.
O projeto prevê a comercialização do pirarucu via cotas por assinatura para setores como gastronomia e indústria da moda, potencialmente gerando em média R$ 502,2 mil para 45 famílias de três comunidades locais.
Além da pesca, as comunidades desempenham vigilância constante contra a pesca ilegal, protegendo o pirarucu e evitando que o peixe volte a estar em risco de extinção, o que representava uma ameaça nas décadas passadas.
O manejo sustentável do pirarucu, aliado ao beneficiamento adequado e à rastreabilidade, promove não apenas a preservação ambiental, mas também o desenvolvimento socioeconômico das comunidades, contribuindo para melhorias em áreas como educação.
Texto: Redação com informações de Acrítica
Imagem: Divulgação
















