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Justiça concede prisão domiciliar à funcionário de clínica veterinária suspeita de fornecer cetamina para família de Djidja Cardoso

Justiça concede prisão domiciliar à funcionário de clínica veterinária suspeita de fornecer cetamina para família de Djidja Cardoso

A Justiça do Amazonas concedeu nesta quarta-feira (18) prisão domiciliar à um dos funcionários da clínica veterinária apontada como fornecedora de cetamina para a família de Djidja Cardoso, encontrada morta no último dia 28, em Manaus, com sinais de overdose da droga.

Além dele, outro funcionário da clínica veterinária também foi preso no dia 7 de junho, junto com o ex-namorado de Djidja Cardoso, Bruno Roberto, e o coach Hatus Silveira, na segunda fase da Operação Mandrágora.

Segundo o delegado do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Cícero Túlio, eles ajudaram José Máximo, dono da clínica veterinária, a ‘esvaziar provas’.

De acordo com a decisão da Justiça, o suspeito vai usar tornozeleira eletrônica para ter a prisão monitorada enquanto as investigações sobre o caso acontecem.

Prisões

Além de dois funcionários da clínica veterinária, o ex-namorado de Djidja Cardoso, Bruno Roberto, e o coach Hatus Silveira foram presos por divergências entre os depoimentos coletados pela polícia e os dados obtidos após a quebra do sigilo telefônico dos dois.

Eles foram presos na sexta-feira (7), em Manaus, em mais uma fase da investigação que apura a morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido, ocorrida no último 28, após uma suposta overdose de cetamina.

“Durante a análise dos depoimentos deles, em confronto com o que foi coletado nos aparelhos telefônicos que já estavam em posse da Polícia, em análise preliminar de quebra de sigilo de dados telemáticos, conseguimos identificar algumas inconsistências, que levaram a suspeita para que pudéssemos esclarecer alguns pontos, e por isso representamos pela prisão”, disse o delegado Cícero Túlio, que conduz as investigações.

Polícia apreende droga na clínica

clínica

Durante a operação ocorrida na sexta-feira, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em três clínicas veterinárias e petshops, incluindo a de José Máximo, informou o delegado responsável pelo caso. Em um dos estabelecimentos, foi encontrado o anabolizante potenay, também utilizado pela família durante os rituais de elevação espiritual.

Esta não foi a primeira ação realizada pela polícia no estabelecimento de José Máximo. No último dia 31, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na clínica veterinária e nos salões de beleza da família Cardoso após as prisões da mãe, irmão e de uma funcionária da ex-sinhazinha que foi achada morta em Manaus.

No endereço foram apreendidas ampolas de cetamina, seringas, agulhas, além de computadores, celulares e documentos.

Segundo a polícia, Djidja, Cleusimar e Ademar Cardoso, respectivamente mãe e irmão da ex-sinhazinha, já eram investigados há mais de um mês por envolvimento em um grupo religioso que induzia ao uso da cetamina para alcançar uma falsa plenitude espiritual.

Fonte: G1 Amazonas

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