Gasolina tem queda de preço em postos de Manaus, mas alerta permanece
Desde a última sexta-feira (11), o preço da gasolina comum apresentou redução em alguns postos de combustíveis em Manaus, passando de R$ 7,09 para R$ 6,99, o que equivale a uma queda de 1,41%. Também foi verificada a faixa de R$ 6,96 em um estabelecimento na rodovia AM-070.
Marcus Ribeiro, coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), atribui essa diminuição à intensificação da fiscalização promovida pelo Governo Federal. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou que órgãos reguladores, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), intensifiquem a vigilância sobre os preços praticados nos postos de todo o país.
“Em Manaus, onde o preço da gasolina é o mais alto do Brasil, a atuação da ANP nas refinarias tem resultado nessa redução que estamos vendo,” explicou Ribeiro.
A economista e conselheira federal Denise Kassama considerou positiva a queda de R$ 0,10, mas lembrou que o mercado de combustíveis é altamente volátil. Ela destacou que o preço varia conforme a dinâmica de oferta e demanda, além dos fatores internacionais. Segundo Kassama, embora a Petrobras possa ajustar valores para cima ou para baixo, muitas dessas variações nem sempre são repassadas diretamente ao consumidor, sendo absorvidas pelas refinarias ou postos. Ainda assim, a redução representa um alívio temporário no orçamento dos motoristas.
Contudo, a economista também manifestou preocupação com o cenário global, citando os conflitos no Oriente Médio e recentes medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. “Esses fatores podem indicar novos aumentos no médio prazo. Essa redução pode ser apenas um breve conforto antes de elevações maiores,” avaliou.
No início de julho, a Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou que a Polícia Federal (PF) e o Cade iniciem investigações sobre possíveis práticas anticoncorrenciais nos preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) também foi acionada.
O Governo Federal informou ter indícios de que distribuidoras e revendedoras teriam repassado apenas parcialmente as reduções promovidas pelas refinarias entre julho de 2024 e junho de 2025, o que resultou no aumento das margens de lucro dessas empresas, prejudicando os consumidores finais, conforme dados do Ministério de Minas e Energia.
Texto: Redação
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