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Economia: Fim da “taxa das blusinhas” gera críticas do comércio e indústria do Amazonas

A medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que zera o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até 50 dólares — popularmente chamada de fim da “taxa das blusinhas” — provocou reação negativa entre representantes do setor produtivo do Amazonas.

Impactos no varejo e empregos

Aderson Frota, diretor-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), alertou para os possíveis efeitos negativos no comércio local e geração de empregos. “Estamos atravessando um ano político, mas a pauta econômica é essencial para preservar a saúde das empresas e os empregos”, afirmou Frota, destacando o forte papel do comércio na economia estadual.

Concorrência desleal e fragilidade da indústria nacional

A Associação Comercial do Amazonas (ACA), presidida por Bruno Loureiro Pinheiro, divulgou nota de repúdio contra a medida, que, segundo a entidade, amplia a concorrência desleal entre empresas brasileiras e plataformas estrangeiras, prejudicando o comércio físico e colocando empregos formais em risco.

Antonio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), reforçou a preocupação com o desequilíbrio competitivo, citando o “Custo Brasil” enfrentado pela indústria nacional. Para ele, a isenção para importações cria uma vantagem estrutural para plataformas estrangeiras, dificultando a concorrência para produtores e comerciantes locais.

Reflexões econômicas e sociais

A economista Denise Kassama ponderou que a medida pode beneficiar consumidores de baixa renda, ao facilitar o acesso a produtos para uso pessoal, mas alertou para os riscos à indústria nacional que continuará contribuindo com sua carga tributária integral enquanto enfrenta competição tributária desigual.

Resumo:

  • Medida zera Imposto de Importação para compras internacionais até US$50;
  • Setores produtivos do Amazonas temem impacto negativo em empresas e empregos;
  • Críticas sobre concorrência desleal entre comércio local e plataformas estrangeiras;
  • Indústria nacional preocupa-se com desvantagem tributária e custo Brasil;
  • Movimento pode beneficiar consumidores, mas traz riscos para indústria nacional e comércio formal.

Texto: Redação
Imagem: Agência Brasil

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