O Amazonas arrecadou pouco mais de R$ 18 bilhões de janeiro a junho de 2026, valor inferior ao mesmo período de 2025, quando arrecadou R$ 18,56 bilhões – uma queda de R$ 532,96 milhões, ou 2,87%. Apesar da retração, houve melhora em relação à queda anterior de R$ 695 milhões contabilizada entre janeiro e maio.
O vice-governador Serafim Corrêa atribui a redução à valorização do real frente ao dólar, que caiu de R$ 6,67 em 2025 para cerca de R$ 5,10 atualmente, impactando o recolhimento do ICMS da importação de produtos. Ele ressaltou que o segundo semestre costuma apresentar melhora e destacou a recuperação de R$ 160 milhões somente em junho.
PEC do FMPES e controvérsias
A Proposta de Emenda à Constituição do Amazonas (PEC) que permitiria uso temporário de recursos do Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social (FMPES) em despesas correntes encontra resistência na Assembleia Legislativa (ALE-AM). A falta de apoio impediu sua votação, inclusive durante sessão extraordinária em 1º de julho, que gerou críticas por ter sido convocada à revelia da secretária-geral da Mesa Diretora.
Roberto Cidade ressalta que o governo segue “tocando a vida” mesmo sem utilizar esses recursos, mas reconhece que a PEC ajudaria bastante. Ele lembrou que medida semelhante foi adotada em 2019, com remanejamento temporário autorizado pelos deputados da época.
Bloqueio em verbas da UEA e reação
A queda da arrecadação provocou tensão entre o governador e aliados na ALE-AM. Um decreto que remanejava R$ 100 milhões do fundo mantenedor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para o Fundo Previdenciário (Amazonprev) gerou críticas e foi suspenso. A gestão estadual optou por contingenciar os recursos, garantindo a manutenção dos serviços da universidade.
Despesas e pagamentos
Apesar da queda na arrecadação, o governo pagou mais despesas no primeiro semestre de 2026 do que no mesmo período de 2025: R$ 15,2 bilhões contra pouco mais de R$ 15 bilhões. Além disso, Roberto Cidade anunciou o início do pagamento da primeira parcela do 13º salário para mais de 120 mil servidores, com injeção de R$ 1,4 bilhão na economia local. A quitação da parcela está prevista para ser concluída em 24 de julho.
Texto: Redação
Imagem: Divulgação
















