Criança autista é discriminada em creche particular de Manaus
Uma mãe, Haianny Paiva, denunciou e registrou um boletim de ocorrência no último dia (3), após seu filho autista de 3 anos, sofrer discriminação na Creche Planeta bebê, localizada no bairro Ponta Negra.
Segundo a denúncia feita pela mãe nas redes sociais, o fato ocorreu durante o início de uma apresentação da Feira do Livro em que a auxiliar da creche colocou a criança em uma sala sozinho, enquanto os outros amigos estavam em outra sala se preparando pra apresentação.
De acordo com Haianny, ela recebeu fotos do filho junto com as crianças, para que pensasse que estava tudo bem com o filho.
“Recebi as fotos dele junto com as crianças ou seja, para que eu acreditasse que ‘estaria tudo bem’. Desconfiem de fotos, desconfie se seu filho está recusando a entrar na escola. Desconfie se ele parou de comer do nada”, escreveu a mãe. Enquanto todos as outras crianças estavam juntas na sala, se caracterizando.
A alternativa que ela usou para mostrar e relatar a discriminação sofrida pelo seu foi usar suas redes sociais para denunciar o que seu filho vinha sofrendo na unidade de ensino e fazer um boletim de ocorrência.


Ainda de acordo com Haianny, o acompanhamento da assistente terapêutica – AT, foi fundamental para ser identificado o tratamento que estava sendo dado ao filho, pois segundo ela, a mesma funcionária da creche tentou cometer discriminação contra a criança no ano passado.
E para dar início e ajudar a polícia na investigações a mãe solicitou as imagens das câmeras de segurança da escola e assistiu juntamente com a diretora e a coordenadora, que ficaram perplexas com as imagens e assumiram o erro da escola.

Super lotação
Ainda de acordo com a publicação da mãe, ela recebeu relatos de que apesar da escola possuir uma mensalidade altíssima, alunos maiores foram misturados com os alunos menores da creche, gerando limitações devido a super lotação.

E que numa destas lotações era visível no espaço do refeitório, quando as crianças da creche passaram a comer dentro da sala, além de ficar com a área do parquinho lotado.
Discriminação contra autistas é crime
É importante destacar que existem leis que protegem os autistas contra discriminação. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), por exemplo, assegura o direito à inclusão social, à igualdade de oportunidades e à participação plena nas diversas esferas da sociedade. A discriminação contra pessoas autistas é um crime inaceitável e deve ser combatido de forma veemente. Ao discriminar uma pessoa autista, estamos negando-lhe o direito básico de ser tratada com igualdade e de ser incluída na sociedade. Isso vai contra os princípios fundamentais de respeito aos direitos humanos e à dignidade de cada indivíduo. Combater a discriminação contra autistas é uma responsabilidade de todos. Denunciar casos de discriminação e apoiar as vítimas são atitudes importantes para combater essa forma de violência e assegurar os direitos das pessoas autistas. É fundamental que a sociedade se una na luta pela igualdade e respeito, para que todas as pessoas, independentemente de suas diferenças, sejam tratadas com dignidade e tenham as mesmas oportunidades de desenvolvimento e felicidade. A discriminação contra autista não pode ser tolerada, pois é um crime contra a humanidade.
O portal Cm7 Brasil tentou contato com a escola mas sem sucesso. O espaço fica aberto para esclarecimentos.
Fonte: CM7 Brasil