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Concursados do MP-AM protestam por nomeação e criticam excesso de cargos temporários

Concursados do MP-AM protestam por nomeação e criticam excesso de cargos temporários

Na manhã desta quinta-feira (24), aprovados no concurso público de 2023 do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) realizaram um protesto em frente à sede da instituição, no bairro Nova Esperança, zona oeste de Manaus. Com faixas, apitos e gritos de ordem, os manifestantes exigiram agilidade na nomeação dos concursados, especialmente daqueles que compõem o cadastro de reserva, e denunciaram o elevado número de cargos temporários em atividade no órgão.

Caroline Moraes, representante dos aprovados, destacou a necessidade urgente de convocação dos concursados diante da carência funcional do MP-AM. “A instituição mantém muitos temporários, como estagiários, cedidos e comissionados, enquanto não chama seus concursados”, afirmou, ressaltando que as nomeações ocorridas foram “extremamente tímidas” frente à demanda.

A principal reivindicação é a implementação da criação de 136 cargos efetivos prometidos durante o certame, que, segundo os manifestantes, ainda não foram regularmente instituídos. “Estão tentando aprovar projetos para chamar mais comissionados, contrariando os princípios da legalidade e da valorização do serviço público”, acrescentou Caroline.

Aprovação na causa, Rana Lopes, agente técnico administrador aprovada, reforçou o pedido pelo desarquivamento do projeto de criação dos cargos efetivos. “Queremos o fim da precarização do serviço público e o cumprimento da lei, diante do número excessivo de comissionados e temporários”, explicou.

Os manifestantes relataram dificuldades para dialogar com a gestão do MP-AM, apesar de tentativas junto ao gabinete da Procuradora-Geral, ouvidoria e sindicato. Apenas durante a mobilização, uma comissão foi recebida pela instituição.

O Sindicato dos Servidores do MP-AM (SINDSEMP-AM), representado pela presidente Wladia Maia, manifestou apoio aos concursados, defendendo a importância do ingresso por concurso para valorização do serviço público e rejeitando a precarização das funções.

Até o momento, o Ministério Público do Amazonas não se posicionou oficialmente sobre as demandas apresentadas pelos manifestantes.

Texto: Redação
Imagem: Paulo Bindá

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