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Casos de feminicídio crescem 26% no Amazonas e escancaram necessidade de aumento de proteção às mulheres

Casos de feminicídio crescem 26% no Amazonas e escancaram necessidade de aumento de proteção às mulheres

Dados do Atlas da Violência 2025 mostram que o Brasil registrou aumento de 2,5% nos homicídios de mulheres entre 2022 e 2023, com média nacional de 10 mulheres mortas por dia. No Amazonas, o crescimento dos feminicídios foi ainda mais preocupante, atingindo 26% no período de 2023 a 2024, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O estudo ressalta que a maior parte das vítimas são mulheres negras, representando 68,2% dos casos em 2023. O feminicídio, entendido como o assassinato motivado por ódio ou discriminação de gênero, é a expressão extrema dessa violência.

Além dos casos letais, a violência contra a mulher ocorre em diversas formas — física, psicológica, sexual, patrimonial e moral — previstas na Lei Maria da Penha, que prevê sanções legais para cada tipo. Em 2023, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) registrou 177.086 atendimentos a mulheres vítimas de violência doméstica, refletindo o aumento da violência não letal, como controle emocional e manipulação.

A psicóloga Kalina Galvão destaca que a violência abusiva envolve mais que agressão física, incluindo isolamento social, ciúmes excessivo e controle da rotina, configurando um ciclo de tensão, explosão e reconciliação, que dificulta a saída da vítima.

A advogada Aline Moura explica a diferença entre homicídio e feminicídio: o primeiro não tem relação com o gênero da vítima, enquanto o feminicídio é motivado pelo ódio ou discriminação contra mulheres, com penas mais severas de 20 a 40 anos de reclusão, contra 6 a 20 anos do homicídio simples.

Texto: Redação com informações de Acrítica
Imagem: Paulo Bindá

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