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Aposentados fantasmas causam prejuízo de mais de R$ 2 milhões ao Fundo Previdenciário de Manacapuru

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) investiga um esquema de “aposentadorias fantasmas” que gerou um prejuízo superior a R$ 2 milhões ao Fundo Previdenciário de Manacapuru (FUNPREVIM), responsável pelo pagamento dos servidores aposentados do município. As irregularidades ocorreram entre agosto de 2024 e fevereiro de 2026, período que engloba as gestões dos prefeitos Beto D’Ângelo e Valciléia Maciel.

Entenda o esquema
O caso envolvia inclusão indevida de pessoas no sistema de pagamentos do FUNPREVIM, mesmo sem direito à aposentadoria, como servidores ativos e até familiares de uma servidora do Fundo. Dos 22 nomes suspeitos, 17 não possuem idade mínima para aposentadoria, sendo que nove têm menos de 30 anos, e o mais jovem, 20 anos. Houve ainda divergências entre nomes e contas bancárias utilizadas para receber os valores.

O pagamento mensal ultrapassava R$ 10 mil em alguns casos, incluindo gratificações indevidas. A suspeita recai sobre a gestão do então presidente do Fundo, Arnaldo Costa Campos, com participação do servidor responsável pela folha de pagamento na época, Rebson Rodrigues da Silva.

Posicionamentos e medidas
O atual presidente do FUNPREVIM, Rogério Teles, afirmou que a gestão está cooperando com o MPAM e que, em atendimento à prefeita Valciléia Maciel, foram suspensos os pagamentos e exonerados os servidores suspeitos. O ex-presidente do Fundo declarou desconhecer o esquema e afirmou que, se soubesse, teria agido durante sua gestão.

O Sindicato dos Profissionais da Educação de Manacapuru (Sinducam) repudiou as irregularidades e defendeu a responsabilização dos envolvidos, destacando a importância da proteção dos recursos previdenciários dos trabalhadores.

Sigilo no processo
O MPAM esclareceu que o procedimento está em fase inicial e tramita sob sigilo judicial, impedindo o fornecimento de detalhes sobre nomes, valores ou medidas adotadas. O Ministério Público continua reunindo informações para decidir sobre as próximas etapas da investigação.

Texto: Redação
Imagem: Paulo Bindá

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