Adultização digital: protegendo crianças dos perigos virtuais e cuidando da saúde mental
As recentes denúncias feitas pelo influenciador Felca reacenderam a atenção para o fenômeno da “adultização” de crianças e adolescentes nas redes sociais — muitas vezes incentivada ou permitida pelos próprios pais. Esse cenário traz à tona a urgência de estratégias para proteger os pequenos dos riscos digitais e preservar sua saúde mental num mundo cada vez mais conectado.
A psicóloga Selma Gonçalves, especialista em Transtorno do Espectro Autista (TEA), ressalta que investir na segurança digital e saúde mental na infância é investir no futuro. Para isso, o diálogo aberto e a presença ativa dos responsáveis são fundamentais para prevenir riscos e promover o desenvolvimento saudável.
No Brasil, ainda não existe legislação específica para crianças influenciadoras, mas o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante proteção integral contra qualquer exploração que prejudique o desenvolvimento infantil, podendo responsabilizar legalmente os responsáveis por exposições indevidas.
Cuidados essenciais para a saúde mental incluem:
– Manter diálogo acolhedor e validar os sentimentos da criança;
– Estabelecer rotina equilibrada entre estudo, lazer e descanso;
– Compartilhar momentos de qualidade em família sem interrupções digitais;
– Limitar e supervisionar o uso de telas;
– Observar mudanças comportamentais e buscar apoio profissional quando necessário;
– Incentivar autoestima e autonomia saudáveis.
Riscos da exposição digital abrangem:
– Uso indevido de imagens por criminosos;
– Roubo de identidade;
– Divulgação involuntária de localização;
– Bullying ou constrangimento futuro.
Mesmo com perfis privados, não há total garantia de segurança, já que conteúdos podem ser capturados e compartilhados sem controle.
Texto: Redação com informações de Portal Rios
Imagem: Freepik




