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A queda no desemprego nacional e o aumento da massa salarial real impulsionam o faturamento recorde do Polo Industrial de Manaus (PIM)

A queda no desemprego nacional e o aumento da massa salarial real impulsionam o faturamento recorde do Polo Industrial de Manaus (PIM)

O presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, destacou que a combinação entre desemprego em queda e aumento do poder de compra das famílias sustenta a alta demanda por bens duráveis produzidos na Zona Franca de Manaus, como eletroeletrônicos e motocicletas. “A queda no desemprego nacional e o aumento da massa salarial real impulsionaram o poder de compra das famílias, sustentando a demanda por bens de consumo duráveis fabricados na Zona Franca, como eletroeletrônicos e motocicletas”, afirmou Silva.

Ele também apontou que a valorização cambial e estratégias logísticas das empresas antecipando a produção devido a possíveis estiagens na região regional influenciaram diretamente no recorde de faturamento do PIM. “A valorização cambial impactou diretamente o faturamento em reais, já que parte dos insumos e o preço final dos produtos acompanham a variação do dólar. Outra ação importante foi a antecipação da produção por parte das empresas para evitar desabastecimento no fim do ano, considerando as dificuldades de navegação causadas pela estiagem”, explicou.

Mesmo com o cenário de juros elevados, o PIM mostrou resiliência, apoiado pelo aumento da renda das famílias e queda do desemprego, que permitiram a continuidade do consumo, muitas vezes com compras à vista ou prazos menores. Silva ressaltou que, no setor de duas rodas, a demanda por motocicletas permanece estável, pois o veículo se consolidou como meio essencial de mobilidade e ferramenta de trabalho, tornando a procura menos sensível ao aumento dos juros.

A economista Denise Kassama complementou dizendo que a troca por bens duráveis, como televisores e motocicletas, sinaliza melhora no poder aquisitivo do trabalhador. “Quando uma pessoa troca de televisão, significa que ela não está apertada financeiramente, está conseguindo pagar as contas e ainda tem uma sobra para investir”, afirmou. Ela destacou que o desemprego está no menor patamar desde 2012, garantindo renda e consumo, mesmo diante da taxa Selic alta. “Se o brasileiro está empregado, tem renda e consome, o que reflete na movimentação da economia”, acrescentou.

Denise avaliou que a economia brasileira está em processo de ajuste e melhora gradual, reflexo que também se manifesta em Manaus. “A economia está recuperando, o emprego melhora e a pobreza diminui, então as condições começam a se estabilizar”, concluiu.

Texto: Redação
Imagem: Divulgação

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