Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe da ex-sinhazinha Djidja Cardoso, terá sua progressão de regime e consequente saída do regime fechado para o semiaberto a partir desta segunda-feira (28), após a Justiça do Amazonas corrigir um erro material que havia previsto sua soltura apenas em 2029.
A decisão de retificação foi proferida pela juíza Sabrina Cumba Ferreira, da 1ª Vara de Execução Penal de Manaus, que ajustou o cálculo da pena ao considerar os dias de remição — 12 dias decorrentes de atividades realizadas na unidade prisional, como leitura, trabalho e participação em projeto educacional.
A Justiça reconheceu também o bom comportamento carcerário de Cleusimar, validando os requisitos previstos na Lei de Execução Penal para a progressão de regime.
Condições da progressão para o semiaberto
Apesar de sair do presídio, Cleusimar estará sujeita a monitoramento eletrônico com tornozeleira e a regras específicas, como recolhimento domiciliar das 22h às 6h de segunda a sexta-feira. Durante o dia, poderá circular pelo perímetro urbano para trabalho, estudo ou tratamento de saúde, desde que comunique os endereços. Aos fins de semana, feriados e folgas precisará ficar integralmente em casa.
Ela não poderá mudar de endereço sem autorização judicial, deixar a comarca de Manaus, portar armas ou consumir bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes. O descumprimento das condições pode levar à revogação do benefício.
Contexto do caso
O caso da família Cardoso ganhou repercussão após a morte de Djidja Cardoso, em maio de 2024, que gerou a Operação Mandrágora. A investigação apurou envolvimento de familiares e pessoas próximas ao grupo “Pai, Mãe, Vida” relacionados ao consumo de substâncias e outras práticas. Cleusimar foi presa durante as investigações e permaneceu sob custódia, com decisões judiciais variando ao longo dos últimos dois anos.
Texto: Redação
Imagem: Divulgação












