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Rádio Metropolitana Manaus

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Economia: Confiança e crédito elevam intenção de consumo das famílias no Amazonas

A intenção de consumo das famílias no Amazonas segue em alta, impulsionada sobretudo pelo maior acesso ao crédito e pela melhora no mercado de trabalho. Em agosto, o índice medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) cresceu 0,6%, alcançando 128,9 pontos, o segundo aumento mensal consecutivo e um avanço de 9,2% em comparação a agosto de 2025, mantendo o indicador em um patamar favorável.

A ocupação também contribuiu para esse cenário positivo: o indicador de Emprego Atual subiu 1,2% no mês e acumula alta expressiva de 11,8% em relação ao ano anterior. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que o Amazonas gerou 12.377 empregos líquidos no primeiro semestre de 2026, representando um crescimento de 2,2% desde o início do ano e superando a média nacional.

Apesar das condições atuais melhores, as famílias apresentaram mais cautela quanto ao futuro profissional, com a Perspectiva Profissional registrando queda de 0,9% em agosto, a segunda mensal consecutiva neste patamar, embora o índice ainda esteja 11,4% acima do valor registrado em agosto do ano passado.

A renda atual das famílias recuou 1,4% em agosto, depois de estabilidade em julho, mas permanece com crescimento anual positivo de 5,0%, ainda que em ritmo mais lento. O “Momento para Compra de Duráveis” sofreu a maior retração mensal, com queda de 2,8% e terceira queda consecutiva, mas continua 21,3% acima do nível de agosto de 2025, indicando que a disposição para adquirir esses bens segue mais favorável do que no ano anterior.

Separando por faixa de renda, famílias com até dez salários mínimos registraram alta anual de 9,2% na intenção de consumo, enquanto aquelas com rendas superiores a dez salários tiveram aumento parecido de 9,6%. As elevações, entretanto, decorreram de aspectos distintos: consumidores de maior renda apresentaram maior otimismo em relação à Perspectiva Profissional (+14,5%) e à Perspectiva de Consumo (+22,2%), e famílias de menor renda destacaram-se no “Momento para Compra de Duráveis” (+25,0%), refletindo a importância do crédito facilitado para essa população.

No comparativo mensal, ambos os grupos melhoraram a intenção de consumo — as famílias com renda mais alta cresceram 0,9%, após dois meses de queda, enquanto as de menor renda registraram a segunda alta seguida de 0,5%. Entre essas últimas, o aumento significativo no Acesso ao Crédito (+7,0%) e na Perspectiva de Consumo (+2,8%) se contrapôs à queda da Renda Atual (-1,5%) e no Momento para Compra de Duráveis (-3,3%), sugerindo que, mesmo com mais crédito, a cautela persiste na aquisição de bens mais caros.

Em síntese, as famílias amazonenses revelam maior confiança para o consumo em geral, apesar de algumas reservas na realização de investimentos maiores, refletindo um ambiente de prudência diante das condições econômicas atuais.

Texto: Redação
Imagem: Reprodução

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