Um estudo abrangente realizado entre 2021 e o primeiro semestre de 2024 trouxe à tona indicadores preocupantes sobre a saúde bucal da população brasileira, com um destaque especial para a Região Norte, onde os índices apontam para uma maior perda dentária e maior demanda por próteses.
Na faixa etária entre 65 e 74 anos, quase metade (49,58%) da população necessita de próteses dentárias para repor dentes perdidos, enquanto 55,37% requerem algum tipo de tratamento odontológico. O edentulismo (perda total dos dentes) ainda afeta 36,3%, embora esse número tenha diminuído significativamente em relação a 2010, quando chegava a 53,7%.
Entre crianças de 5 anos, apesar de mais da metade estar livre de cárie, 41,2% apresentam dentes cariados e sem tratamento, e 10% necessitam de atendimento odontológico de urgência. Aos 12 anos, cerca de metade das crianças não possui histórico da doença, o que também evidencia espaço para avanços.
O programa Brasil Sorridente, que desde 2003 tem guiado as ações de saúde bucal no país, enfrenta um desafio crescente na Região Norte. Essa área apresenta a maior média de perda dentária por pessoa (10,95 dentes perdidos) e concentra o maior percentual de brasileiros que precisam de próteses parciais ou totais.
O estudo reforça a necessidade urgente de ampliar e equilibrar as políticas públicas para alcançar efetivamente os municípios do Norte e do Nordeste, regiões hoje com atendimento concentrado principalmente nas capitais e cidades próximas aos centros urbanos.
Embora avanços tenham sido conquistados ao longo das décadas desde o primeiro levantamento nacional em 1986, os dados recentes expõem desafios importantes para que o Brasil possa ampliar a qualidade e o acesso ao cuidado odontológico, especialmente nas regiões menos assistidas.
Texto: Redação
Imagem: Divulgação












