Nesta terça-feira (14), o preço da gasolina em Manaus teve novo aumento surpresa, passando de R$ 6,99 para R$ 7,29 por litro em alguns postos, apesar da Refinaria da Amazônia (Ream) não ter reajustado o valor para os distribuidores. A variação de 30 centavos gerou indignação entre os consumidores, que perceberam também que nem todos os postos praticam o mesmo preço.
Situação atual
- Pesquisa pela cidade constatou que alguns estabelecimentos ainda mantêm o valor a R$ 6,99, enquanto outros já cobram R$ 7,29 por litro.
- A Ream informou que não aumentou os preços, ou seja, os postos continuam comprando gasolina pelo mesmo preço.
- Consumidores relatam que os aumentos são constantes e que falta regra clara para estabilização dos preços em toda a cidade.
Fatores externos e medidas do governo
- O aumento no preço do petróleo, em razão da retomada dos conflitos no Irã e tensão no Estreito de Ormuz, elevou o valor do barril para o patamar mais alto em quatro semanas.
- Apesar disso, o governo federal mantém o subsídio de R$ 0,44 por litro para conter repasses. O fim desse subsídio foi adiado.
- O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou aumento do teor obrigatório de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% para reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.
Fiscalização e medidas contra abuso
- O Procon-AM iniciou apuração para analisar as causas do aumento e avaliar possíveis irregularidades.
- A Agência Nacional do Petróleo (ANP) está fiscalizando os postos de combustíveis em Manaus, solicitando notas fiscais para verificar possíveis elevações abusivas.
- Desde março de 2026, a ANP intensificou a fiscalização com base na Medida Provisória nº 1.340, que permite aplicação de multas que vão de R$ 50 mil a R$ 500 milhões por prática abusiva.
- A ANP prevê aumento de 40% nas fiscalizações nos próximos três meses para coibir práticas oportunistas.
Impactos da guerra no petróleo
- Os preços do petróleo oscilaram fortemente com a retomada dos embates entre EUA e Irã, elevando o custo do barril e aumentando a tensão dos mercados globais.
- O contrato futuro do Brent atingiu US$ 86,07 por barril, o maior valor em quatro semanas.
Texto: Redação
Imagem: Divulgação




