Os trabalhadores do transporte coletivo de Manaus decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (1º), deflagrar greve geral a partir da próxima terça-feira (7). A medida foi motivada por problemas trabalhistas, especialmente atrasos salariais recorrentes, conforme afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira.
Segundo Oliveira, a categoria enfrenta falta de recolhimento de FGTS, INSS e deseja receber as gratificações — como horas extras e pagamento por dupla função — em dinheiro, substituindo o modelo atual, em cartão.
Justiça do Trabalho e processo judicial
A situação ganhou contornos mais tensos após decisão da Justiça do Trabalho em 29 de junho de 2026, que registrou denúncia sobre o não pagamento do adiantamento salarial de junho e determinou que o sindicato informasse, em até 24 horas, se houve regularização.
Existe um acordo extrajudicial em vigor, incluindo promessa de pagamento por parte da Prefeitura de Manaus que até o momento não foi cumprida, o que mantém a tensão no setor.
“Os trabalhadores cansaram de esperar. Há um processo na 13ª Vara do Trabalho que poderia garantir o pagamento em dia, como determina a lei”, ressaltou Oliveira.
O processo judicial envolve nove empresas do sistema de transporte coletivo, a Prefeitura de Manaus e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).
Texto: Redação
Imagem: Junio Matos



