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Cheia extrema no rio Purus ameaça safra e causa prejuízo estimado em R$ 500 mil a extrativistas em Lábrea

A forte cheia no rio Purus já impacta significativamente a produção de látex na Reserva Extrativista (Resex) do médio Purus, em Lábrea (a 700 km de Manaus). A Associação dos Produtores Agroextrativistas da Comunidade José Gonçalves (Apacjg) teme perdas financeiras de até R$ 500 mil devido ao atraso na safra e à perda de equipamentos, já que as árvores estão submersas e a extração encontra dificuldades.

O produtor Antônio Lima relata que a maioria dos seringais situa-se em áreas de várzea e alagamentos permanentes (aterros), que prejudicam as árvores, causando a paralisação da atividade iniciada com atraso estimado em dois meses — possivelmente só a partir de julho. Além disso, equipamentos caros, adquiridos via edital, também foram perdidos pelas águas.

Para minimizar os danos, a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) entregou 100 kits de extração aos extrativistas, enquanto a prefeitura de Lábrea ampliou a construção de trapiches e apoia logisticamente as visitas às áreas alagadas para monitoramento.

Até o momento, 16 municípios do Amazonas estão em situação de emergência devido às enchentes, contabilizando 158.411 pessoas afetadas, segundo o Governo do Estado. Entre eles: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá e Tonantins.

A Defesa Civil do Amazonas destacou a necessidade de auxílio humanitário, enviando 125 kits de purificadores de água para 21 municípios, essenciais devido à dificuldade de acesso à água potável em períodos de cheia.

Fenômeno climático

O Comitê Técnico-Científico do Governo do Amazonas informou o fim dos efeitos do La Niña no estado, fenômeno que aumentava as chuvas. Durante os primeiros meses de 2026, fevereiro registrou o maior volume de precipitação (350 mm), seguido por abril (296,6 mm). Atualmente, o estado vive um período neutro, com possibilidade de chegada do El Niño, que tende a reduzir a formação de nuvens e chuvas nos próximos meses. A Defesa Civil continua monitorando a situação das cheias.

Texto: Redação
Imagem: Divulgação

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