Aeroclube do Amazonas tem 40 dias para desocupar instalações no aeroporto do bairro Flores
O Aeroclube do Amazonas (ACA) recebeu prazo de 40 dias para deixar suas instalações no Aeroporto de Flores, na zona centro-sul de Manaus, conforme acordo firmado com a Infraero em audiência de conciliação nesta quarta-feira (22). A decisão encerra um período tenso, que incluiu uma ordem de despejo com prazo de cinco dias, suspensa posteriormente pela Justiça Federal.
Cassiano Orozco, presidente do Aeroclube, avaliou a audiência como uma derrota anunciada, mas reconheceu que o acordo garantiu a proteção dos diretores e associados. A desocupação deverá esvaziar as salas de administração, aulas, simuladores e retirar todos os aviões do hangar.
A disputa pela área iniciou-se em 2023, quando a gestão do Aeródromo de Flores foi transferida para a Infraero. A estatal acumula uma dívida superior a R$ 400 mil com o Aeroclube, e para Orozco, a Infraero age buscando receita via novos aluguéis, não pela atividade aeronáutica ou educacional.
Apesar do golpe, o Aeroclube pretende continuar suas atividades, fundamentais para a formação de pilotos no Amazonas, mesmo sem local definido ainda para funcionamento. O presidente alertou que 26 aeroclubes no Brasil enfrentam problemas similares e alguns já foram forçados a fechar.
Orozco garantiu esforços para manter a escola em funcionamento, com adaptações para o uso da pista pública e continuidade das aulas teóricas.
Texto: Redação
Imagem: Junio Matos




