Chuvas acima da média surpreendem amazonenses durante o ‘verão amazônico’ em 2025
Diferente do esperado para os meses mais secos e quentes da região, agosto, setembro e outubro, a Amazônia tem registrado volumes de chuva superiores à média histórica, tanto em Manaus quanto no interior do estado.
O meteorologista Leonardo Vergasta, do Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre da Universidade do Estado do Amazonas (LabClim/UEA), explica que, até o dia 10 de outubro, Manaus já acumulava 129 mm de chuva, contra uma média esperada de 114 mm para o mês, um excedente de 15 mm.
Ele aponta que, além de outubro, os meses de junho a setembro também registraram chuvas acima da média em 2025. O padrão atual de neutralidade climática no Pacífico, sem fenômenos como El Niño ou La Niña, favorece esse aumento, diferente dos dois anos anteriores, quando eventos climáticos inibiram as chuvas e causaram forte estiagem.
Vergasta destaca ainda a importância dos oceanos Pacífico e Atlântico na modulação das chuvas amazônicas. A ausência de aquecimento significativo no Atlântico Norte, em relação à região sul, mantém um fluxo de umidade intenso que entra pelo Amapá e norte do Pará, propiciando formação das nuvens cumulonimbos e chuvas isoladas, como em Manaus.
Também a passagem de frentes frias pelo sul da Amazônia tem ativado a convecção sobre a região, contribuindo para precipitações além da média.
Assim, o ‘verão amazônico’ de 2025 tem sido atípico, com chuvas marcando presença antes do início tradicional da estação chuvosa, que costuma iniciar entre novembro e dezembro.
Texto: Redação
Imagem: Divulgação












