Defensoria Pública ouve famílias afetadas por explosões em operações contra o garimpo no rio Madeira
Nesta segunda-feira (22), a Defensoria Pública do Amazonas visitou a comunidade ribeirinha Ilha do Tambaqui, próxima a Humaitá, para colher depoimentos de famílias impactadas pelas recentes operações da Polícia Federal contra o garimpo ilegal no rio Madeira. A ação visa garantir assistência jurídica gratuita a quem não pode se deslocar à cidade.
Os defensores públicos Ricardo Queiroz e Theo Costa, com equipe de servidoras, reforçaram o atendimento iniciado pela equipe local da Defensoria em Humaitá. Durante as visitas, moradores relataram os traumas físicos, psicológicos e sociais sofridos.
O extrativista Antônio de Souza descreveu a operação como “uma guerra”, com tiros e bombas de gás perto de sua família, e falta de água potável na comunidade, situação que agravou sua ansiedade.
Tatiel Souza falou sobre o trauma dos filhos, que ficaram assustados ao presenciar o ocorrido próximo à escola.
No CRAS de Humaitá, a dona de casa Juciane Barreto relatou que sua casa foi invadida e seus dois filhos sofreram com spray de pimenta, mesmo sem qualquer ligação com o garimpo, evidenciando o impacto indireto da operação.
A Defensoria continuará atendendo até quarta-feira (24/9), visitando ainda as comunidades Uruapiara, Laranjeiras e Santa Rosa, onde vivem dezenas de famílias afetadas.
Theo Costa destacou que os depoimentos coletados serão usados para ações judiciais visando reparação dos danos e enfatizou a necessidade de políticas sociais e econômicas complementares para essas populações, além da repressão.
Texto: Redação com informações de assessoria
Imagem: Divulgação




