Operação da PF contra garimpo ilegal já destruiu 118 dragas em terceiro dia de ações em Humaitá e Manicoré
Subiu para 118 o número de dragas destruídas pela Polícia Federal durante a Operação Boiúna, que combate o garimpo ilegal no Amazonas. O último balanço, divulgado nesta quarta-feira (17), aponta que os equipamentos inutilizados estão avaliados em cerca de R$ 18 milhões. As dragas, usadas para retirar ouro do leito do rio Madeira nos municípios de Humaitá e Manicoré, foram destruídas ao longo de três dias de operação, que também tem ações em Rondônia e ainda não tem prazo para encerrar.
Essas estruturas funcionam como aspiradores aquáticos e são o principal instrumento do garimpo ilegal na região, causando alto impacto ambiental.
A operação tem provocado protestos e confrontos. Em Humaitá, garimpeiros se reuniram contra a ação, gerando embates com policiais, e a prefeitura chegou a suspender as aulas devido ao risco de novos conflitos. Em Manicoré, prefeitura e Câmara divulgaram nota de repúdio, ressaltando que muitos dos atingidos seriam extrativistas minerais familiares que perderam seu sustento.
A Operação Boiúna é coordenada pela Polícia Federal com apoio da Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal e outros órgãos de segurança. Além das dragas, equipamentos eletrônicos foram apreendidos para as investigações.
Texto: Redação
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